quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tentando Ser Poeta

Tambor disparado
menino atordoado
calor descontrolado
é a moça do povoado

Musica que toca
parece até pipoca
menino não estoca
é a moça do povoado

Brincando com giz
olhando o chafariz
menino tão feliz
é a moça do povoado

Confusão total
menino teatral
todo irracional
é a moça do povoado

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tentando Ser Poeta

Não sei nem por onde começar
nunca fui bom ao me declarar
sempre sinto a tensão no ar
e claro, prefiro me calar

Mas da pra perceber
que estou só a te querer
é algo parecido com crescer
então já nem tento entender

Continuo ali sentado
digo que até amuado
corpo todo paralisado
um bobo apaixonado

Comecei a entender
não é tão difícil crescer
se você tem algo a querer
todo um mundo pra perceber

Prometo nunca mais me calar
vou sentir seu cheiro no ar
e decidir me declarar
é hora de começar

domingo, 19 de setembro de 2010

Coitado

É a primeira vez que paro para falar de algo meio sem cabimento e não sei se vai ficar bom, mas nessa noite muito entediante de domingo, eu não tinha nada para fazer e parti a ler alguns blogs por ai. E percebi que em grande parte desses tais, as pessoas criticam, criticam e criticam mais um pouco suas vidas tão miseráveis, chega até a ser comovente, se você for meio bobinho. Casos como jovens, geralmente de classe média, falando sobre lixo, poluição, roubalheira e um caso bem engraçado, sobre amor.

Não sendo preconceituoso ou me achando melhor que estes outros, mas o ponto que eu quero tocar é o fato de que eles falam tanto sobre isso e continuam sentados em suas lindas poltronas, comendo Nutella e tomando Coca-Cola. Então, alguém me diga, adianta alguma coisa? Não. Da mesma maneira que não vai servir de nada este post, pois não vou sair por ai falando para as pessoas que elas não devem fazer isto.

E como já foi dito no começo disso aqui, é a primeira vez que faço isso – espero que a ultima – e é totalmente sem cabimento, realmente não aprovo esse tipo de conduta, mas agora sim, a parte que eu queria tocar com tudo isso. Em meio a esta fatídica leitura me vi preso a um erro tão grosseiro, que até minha avó que tem catarata enxergaria e ficaria espantada. O erro foi o seguinte:

O mundo esta assim por causa disso, pessoas que não fazem nada por ninguem, não dizem o que penssão, fazem merda por preguiça de fazer o certo, e acham que fazem muito

Agora, ignorem todos os outros erros e o fato de não conseguirmos entender muito do que nosso amigo quer passar e prestem atenção no bizarríssimo: “penssão”. Você, caro colega, pode tentar achar mil e uma maneiras diferentes de me explicar o porquê deste rapaz ter feito isso com nossa queridíssima língua portuguesa. Já vi e claro, cometi várias agressões a nossa língua mãe, porém essa me deixou com a “pulga atrás da orelha”.

Como alguém consegue cometer tal deslize? Não, me desculpe, mas isso não pode ser chamado de deslize. Presenciei e mostrei para vocês um homicídio doloso, sim, aquele no qual você tem intenção de matar. Essa é a única explicação para esse fato que me rendeu muita indignação e claro, várias risadas. Mas é só isso mesmo, fiz todo esse show só para falar do erro mesmo. Obrigado pela atenção.

sábado, 28 de agosto de 2010

Tentando ser poeta

O que seria sentir?

Ninguém sabe te dizer

Até mesmo quando você sente

Não consegue entender

O que você sentia

Já nem se lembra mais

E mesmo assim, tem medo

Medo de não sentir nada

De ter uma vida apagada

Sentir é muito prazeroso

Você se sente grandioso

Você, que já sentiu o sangue gelado

E ficou todo preocupado

Sentir nem sempre é algo bom

E não chega a ser um dom

Pois todos nós temos

E todos nós queremos

Agradeça, você que sente

Pois sentir-se mal

É melhor que não sentir

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Tentando ser poeta

Falar sem abrir a boca

Pensar e logo ser entendido

Olhar para o mesmo lugar

Fazer antes de ouvir o pedido

Caminhar sozinho,

Mas nunca desamparado

Deixar o tempo passar

E também, passar o tempo

Sentir-se bobo e envergonhado

Rir sem saber o porquê

Ouvir, quando for preciso

Falar, também é necessário

Ignorar certos detalhes

Dar atenção para outros tantos

Sentir o calor de um abraço

E claro, das inúmeras brigas

Tudo isso, faz parte de amar

Sabendo de tudo ou não

Entendendo o que se passa

Ou passando em vão

Tudo isso, faz parte de amar

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Tentando ser poeta

Bem-estar desleal

Sentimento irreal

Isso, é estar a seu lado

Meu jeito tão exagerado

Pensando, falando e amando

Vivendo o melhor da vida

Sem hora para partida

Conceitos e segredos compartilhados

Momentos e desejos realizados

Pensando, falando e amando

E o homem tornou-se benevolente

Já a mulher, toda resplandecente

Sorrisos, vemos centenas

E tudo isso apenas

Pensando, falando e amando

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Dark Blue

Sério, a primeira vez que ouvi falar de Dark Blue, logo me disseram “É um drama policial”. Devido a isso quase desisti de assistir a serie – o que felizmente não aconteceu -, mas minha perseverança fez-me encarar os bandidos novamente. Cheguei meio tímido, com a impressão de que assistiria mais um episódio de CSI – nada contra, mas é uma idéia base de “drama policial” que tenho -, inocência a minha. Os personagens da trama são do tipo: Os fins justificam os meios. Com um pilot eletrizante mergulhei novamente entre mocinhos e bandidos.

Sinopse

A história gira em torno de Carter Shaw (Dylan McDermott) que é o líder de uma divisão praticamente que secreta da LAPD (Policia de Los Angeles) composta por Tyler Curtis (Omari Hardwick), Dean Bendis (Logan Marshall-Green) e a novata Jaimie Allen (Nicki Aycox). A equipe não possui jurisdições e como seu trabalho é basicamente infiltrar-se e por fim pegar os “caras maus”, estes passam por todos os cantos de Los Angeles, se relacionam com todo o tipo de bandido e fazem todo o tipo de coisa para que estes vão tirar férias na prisão.

Definitivamente, o melhor da série são os personagens, então se eu não falar deles isso aqui não vai ficar completo. Pra começar, quem exige mais atenção: Carter. O líder da equipe é o que costumo chamar de típico cowboy – não no sentido dos rodeios -, ele é durão, muitas vezes rude, adora o que faz e principalmente, é leal a seus companheiros, acima de tudo. Um cara que vive do trabalho e para o trabalho, perdeu a mulher em um de seus casos, pois passou dois anos infiltrado e no disfarce tinha até mesmo outra família. Ele, como líder, é cabeça da equipe.

Ty é um cara que tinha tudo pra ter uma vida normal, principalmente depois do casamento. Um bom policial, muito honesto e companheiro, ele vive o dilema de muitas vezes ter que se relacionar com outras mulheres em seus disfarces o que trás um verdadeiro problema para sua vida pessoal. Por muitas vezes pensa em deixar a equipe e ser um policial com uma vida comum.

Dean é o garoto prodígio da turma, abandonou sua vida boa, pois acredita que ser policial, combater o crime, é seu dever. Como dito na serie, ele recebeu um “chamado da vida” e se tornou um policial, daquele tipo exemplar americano. É o que por mais vezes entra no ramo do crime, sendo “amigo” dos alvos e trabalhando para com estes. Ele é quase o filho que Carter nunca teve e praticamente o único o qual este realmente ouve. Por muitas vezes ele se parece e muito com Carter.

Jaimie tinha tudo para ser uma garota problema e realmente era. Seu verdadeiro nome é Jaimie Anderson, com um passado de crimes e tudo que se pode imaginar, ela tenta se redimir com si própria sendo uma policial e “fazendo a coisa certa”. Carter acha que ela pode ser uma peça importante na equipe, pois alguém que vive com tantas mentiras seria uma ótima opção para infiltrações.