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domingo, 25 de abril de 2010

Na Mira Do Chefe (In Bruges)


In Bruges foi lançado em 2008 e é um filme de humor negro, o qual é difícil de encontrar bons, hoje em dia. Foi escrito e dirigido pelo inglês Martin McDonagh. Retrata Ray (Colin Farrell) e Ken (Brendan Gleeson) que são dois assassinos profissionais enviados para Bruges uma pequena cidade da Bélgica. Este começa com a chegada da dupla a Bruges, que acabaram tendo que se esconder nesta pequena cidade belga, pelo fato de Ray ter matado um garoto, sem querer. Já de inicio percebe-se o quão desanimado ele esta, enquanto Ken só pensa em ver as obras de arte e arquitetura da cidade. É um filme que te prende do inicio ao fim, onde cada detalhe pode ser explicado e muito bem aprecioado. Sem furos de história e muito engraçado, tiram sarro de coisas que o cinema convencional costuma ignorar ou até mesmo mascarar.


Atenção esta parte contém spoillers.

O filme se torna muito interessante não só pelo fato do belíssimo humor negro implantado nele, algo que ficou muito a vista. Mas também pela montagem e escolha de personagens feita por Martin McDonagh. O qual inseriu na trama somente personagens com desvios de conduta específicos, como pode ser visto a baixo.

Ray – O suicida em potencial. Brilhantemente interpretado por Colin Farrell, que muitos diziam ser apenas mais um simples galã hollywoodiano o personagem demonstra a tristeza de um assassino após ter matado uma criança inocente logo em seu primeiro trabalho e todo seu arrependimento, chegando a seu clímax quando ele decide se matar. Suas expressões de tristeza e descaso para com a vida são impressionantes, algo jamais visto no ator. A alternância presente no personagem em momentos como brigas e reflexões, choros e risos e toda a carência emocional.

Ken – O verdadeiro assassino profissional. Um homem que já matou muitos e continua de pé. Mostra-se o personagem mais normal presente na história, excluindo o fato de que ele é um assassino. Ken acaba se tornando quase que um “paizão” para Ray, que apesar de seu jeito estranho e um pouco distante, se preocupa com o garoto. O ápice deste é mostrado quando ele impede Ray de cometer suicídio e a partir disto dedica-se até seu fim a felicidade dele, ignorando a ordem de Harry (Ralph Fiennes) de matar o garoto.

Harry - O simbolo da horna. Como chefe dos assassinos este se mostra um homem totalmente paranóico, perfeccionista e rabugento. Planejou a morte de Ray pois pensa que se alguém mata um inocente deveria tirar sua própria vida imediatamente e como o garoto não correspondeu a esta espectativa, então decidiu fazer isso por ele. A viagem a Bruges foi como ele mesmo diz "uma despedida feliz, do mundo" pois considera a cidade um conto de fadas e queria que o garoto visse isso antes de morrer, como um prémio de consolação.

Chloê (Clémence Poésy) - A bela garota errada. Aparece como uma assistente de produção de um filme que esta sendo gravado em Bruges. A garota, que também é uma ladra, encara Ray o qual se aproxima dela - seria impossível não se aproximar, como mostra a cena. Além da produção do filme e ladra a garota também é uma drogada. Ela e Ray saem e ao fim da noite seu ex-namorado Eirik (Jéremie Renier) segue com o plano que havia sido cancelado e tenta assaltar Ray, o que não acaba muito bem. A garota e Ray acabam se apaixonando e esta lhe dá uma "nova razão para viver".

Eirik - O skinhead paspalho. Mesmo com a cara de mau, Eirik se mostra o mais franzinuo dos personagens. Ele ainda é apaixonado por Chloê e a ajuda nos roubos a turistas. Tem uma vida sem sentido, pelo fato de ele próprio por não ter sentido algum, é o personagem que mais se da mal na história, fonte de muitas risadas.

Jimmy (Jordan Prentice) - O anão alucinado. É um personagem verdadeiramente comico e bem atipco. Um anão racista, que diz que haverá uma guerra entre brancos e negros onde não haverão escolhas, somente sangue dos dois lados. Ele é um ator do filme no qual Chloê trabalha e demonstra o estranho interesse que Ray tem por "pessoas pequenas" como ele diz.